Sou alguém que gosta de adiar as decisões. Mesmo sabendo que vai dar errado, que não tem futuro, que não é boa coisa… eu vou adiar.
Então, aproveitando a rima, esse post de ódio é referente a mim mesma.

Odeio essa pessoa que atrasa a própria vida adiando tudo.  E quando ela acha que esta decidida a alguma coisa… uma vírgula de dúvida a faz repensar todas as atitudes, palavras e discursos que já estavam escritos e ensaiados.

Gostaria de não adiar essa decisão importante que me cerca. Gostaria que o mundo, somente por uma vez, olhasse com carinho para mim e colocasse a escolha de forma clara, com timing perfeito. Rezo para essa semana trazer os ventos da mudança de forma organizada e racional e que não me deixe iludir pelo sonho e deixar passar novamente essa bela oportunidade de mudança.

Acho que sou uma pessoa bastante confiável. Falo isso porque sempre sou a primeira a saber das venturas e desventuras de todos os meus amigos (e conhecidos em geral). A pessoa que está lá para ouvir, apoiar, entender as situações difíceis. Eventualmente aconselhar ou discutir o melhor jeito de resolver um problema.

Nesse meio ouvi muitas histórias. Histórias de amor de infância com finais trágicos, amantes, jogos de sedução, mágoas. Some a isso minhas próprias – e diversas – histórias. Dá pra criar alguns padrões de comportamento.

E desses padrões o que mais me dá ódio, tanto por ser um comportamento horrível como por eu não compreendê-lo totalmente, é o fato de as pessoas não conseguirem ser amigas dos seus antigos E atuais relacionamentos. E por ser amigo, eu quero dizer exatamente ter o comportamento que se espera de um amigo: sensibilidade, carinho, atenção, não querer magoar ou ferrar a vida do outro, se preocupar em não pisar nos sentimentos alheios.

Para mim tudo isso independe de você estar transando ou não com a pessoa. Depende de uma coisa maior, sublime, que é de fato a amizade. Cada vez menos as pessoas se preocupam com isso de verdade. Da boca pra fora é uma beleza, mas na real, na intimidade são outros quinhentos.

Odeio pessoas que pisam na amizade. Odeio ainda mais os que usam de falsa amizade para envolver suas presas.

Eu odeio você porque você é dissimulada. Odeio sua cara de deboche mascarada de bondade.

Odeio você porque você tem amigas fofoqueiras e que inventam histórias sobre os outros. E sabe como é o ditado… “diz-me com quem andas…”

Odeio você porque acredita nas fofocas delas, e pior: aumenta.

Eu odeio você porque você é manipuladora. Porque exerce os podres poderes de forma totalmente desleal, injusta e cretina.

Odeio você pela sua cara de pano de chão. Odeio seu signo e suas manias.

Principalmente odeio você porque é permissiva nas coisas mais deploráveis. Odeio porque é mentirosa.

Ou burra.

Aí está algo que acontece com uma certa frequencia, o famoso cair no matinho.

Matinho

Oi! Está me vendo escondido aqui?

Esse fenômeno natural geralmente vem associado a resolução de problemas ou desafios que, no fundo, ninguém quer resolver. Podem ser dois tipos de problema:

1) Idéias novas e assuntos “inspiradores” que são colocados na roda par ver se alguma alma se anima a botar em prática

2) Problemões que envolvem ou dinheiro, ou esforço, ou boa vontade ou os três pra serem resolvidos.

No caso do primeiro é fácil entender porque as grandes idéias caem no esquecimento. Na maioria todo mundo já está cansado, estressado e cheio de coisa pra pensar e não quer mais um estorvo na vida.

Agora o segundo é o que me leva a irritação. Porque esses problemas grandes impactam SIM na vida das pessoas, e muito. Por vezes atrapalham trabalho, vida, produtividade… E por incrível que pareça, apesar de cairem SEMPRE no matinho, eles vivem voltando à tona. E daí vem aquela onda tsunami de demagogia, de vamos-fingir-que-dessa-vez-vamos-resolver e toda uma sorte de comportamentos pouco sinceros que mais uma vez demonstram a vontade alheia de contar histórias para boi dormir e enrolar as situações até que alguém pegue a primeira metralhadora.

Fazemos oba-oba, comemoramos e daí…
Como se nunca tivesse existido, o problema cai novamente no matinho.

Ok, vamos fingir que estamos acostumados com a idéia de opiniões técnicas e conceituais serem sumariamente ignoradas e tratadas como grandes absurdos. Como costumo dizer, ligue a tecla F e toque o barco pra frente.

O que me irritou hoje (não é nem meio dia!) foram dois assuntos que demonstram uma certa arbitrariedade – ou descaso – em relação a como você trata as pessoas e o tempo delas. O precioso tempo delas, que por acaso é dividido entre trabalho, amigos, diversão, estudo e tantas outras necessidades da vida moderna.

Estavamos (estamos, sempre estivemos) precisando de fotos para usar em trabalhos. E é sempre aquele parto infernal pra achar uma ou outra boa no único banco de imagem grátis de qualidade que existe. E claro, horas procurando – HORAS. Mas há solução. Poderíamos comprar um pack de imagens de míseros 100 dólares (gasto mais do que isso em gashapons por mês) e ficar por muito tempo com um banco interno de imagens para nossos usos gerais.

Mas não. É preferível gastar 10, 20, 50, indeterminadas horas caras de pessoas (e seus respectivos sacos) para procurar imagens batidas em um banco limitado e pouco atualizado.

Ok, vamos fingir que estamos acostumados com isso também.

Agora a parte de arbitrariedade-mor, acho que isso não dá pra se acostumar. Porque não é só uma questão de ignorar opiniões variadas, não é só uma questão de alterações de última hora, não é só questão de produzir um material que dá vergonha: é questão de fazer tudo isso depois das 22 horas, sem a menor necessidade, sem a menor urgência, sem o menor sentido. É questão de se aproveitar da boa vontade das pessoas, questão de não valorizar o tempo alheio, questão de falta total de noção.

E isso não dá pra fingir que estamos acostumados.

Uma das coisas mais irritantes e frequentes que estão acontecendo é o falatório que não leva a lugar nenhum. Veja bem, eu adoro discutir, criar, gerar idéias e tudo mais, só que NA REAL, ninguém está de fato interessado.

Por que perguntam então ?

Não sei, mas o mundo deve estar carente. Ou então querem fazer parecer que somos importantes, interessantes e que fazemos diferença no ecossistema. Contudo, basta olhar um pouquinho a prática e você verá a grande conversa da carochinha que está rolando.

Às vezes tento me convencer (para ficar menos irada) que é apenas uma questão de falta de alinhamento, dissonância cognitiva ou palavras bonitas, mas no fundo sei que não é por aí. É muito fácil almejar por mudanças, sonhar com novos modelos e em sair da caixa, mas é isso o que você quer de verdade?

Ou inovar ainda dá um frio na espinha ?

Ou o ego de alguém está sendo atacado ?

São muitas as possibilidades, confesso. Talvez até varias delas estejam acontecendo ao mesmo tempo, mas uma coisa é fato: se não quer ouvir, por favor pare de perguntar.

Quem me conhece (amigos víboras queridos) sabem que basta a deixa eu falo mal. Não em vão, não mentiras e – se possível – não pelas costas. Não é com a intenção de denegrir ninguém, mas simplesmente porque algumas pessoas, entidades ou coisas MERECEM.

Geralmente tem quem me acompanhe nessa onda, incitando e até sugerindo novos targets para o esporte. Esse blog é para os momentos de solidão, em que vou preferir um monólogo rápido e dramático. Momentos em que estou sem alguém para me criticar ou concordar com minhas opiniões, que precisam ser ditas ainda que ninguém as ouça.

Não esperem coisas boas, pois esse blog é só pra falar mal.

Alvo da maldade

Reminiscências do veneno